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TELETRABALHO e HOME-OFFICE – Breve relato de uma experiência

TELETRABALHO e HOME-OFFICE – Breve relato de uma experiência

Por Paulo Rios, Diretor de Sistemas da Próton.

Desde o ano passado as nossas convicções, tanto pessoais quanto profissionais, nunca estiveram tão instáveis. Diariamente temos que monitorar as notícias e as tendências de todos os setores para tomarmos decisões. Com as restrições impostas pela nova realidade, viver cada dia de forma saudável é o primeiro passo para pensar no futuro.

Dentre as mudanças mais significativas, aquelas impostas nas formas de trabalho foram as mais impactantes nas vidas das pessoas.

O Home Office, que podemos traduzir como “trabalho em casa” e é uma das formas de trabalho remoto (ou teletrabalho), ilustra bem esta mudança.

Antes visto como de difícil aceitação pelas empresas e pessoas, por fatores culturais, legais e até psicológicos, teve que ser adotado de forma quase compulsória devido às restrições sanitárias impostas pela pandemia. Os medos e receios tiveram que dar lugar à urgência da mudança. Na nossa empresa, a adoção foi quase que imediata e fomos nos adaptando às exigências. Esclarecendo que o home-office não foi adotado por toda a equipe, havendo revezamento dos componentes da equipe entre o home-office e o trabalho presencial.

É evidente que o teletrabalho veio para ficar, mas tem que ser aprimorado, pois na medida que a situação acelerou a sua adoção, também atropelou fases.

Leia abaixo alguns pontos relevantes das nossas observações com esta experiência.

ESPAÇO DE TRABALHO ADAPTADO

É fundamental que o local onde serão desenvolvidas as atividades do optante pelo home-office, sejam adaptadas para o trabalho. É importante fatores como isolamento acústico, acesso controlado e temperatura agradável. Vivemos situações em que pessoas que inicialmente optaram pelo trabalho home-office e desistiram por questões que fugiram ao controle deles. Como exemplo, calor em casas sem condicionadores de ar, barulho na vizinhança, interrupções constantes de vizinhos e familiares. Ou seja, aquilo que inicialmente é visto como a realização de um desejo, na prática, se demonstrou inviável.

ESTRUTURA DE COMUNICAÇÃO – INTERNET e FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO

No teletrabalho, a comunicação constante é um fator-chave para a boa produtividade e o sucesso dos projetos. Situações que são resolvidas num rápido contato pessoal no ambiente tradicional de trabalho, devem apresentar esta facilidade no teletrabalho. Isto é viabilizado por uma Internet estável e de boa velocidade com uma boa ferramenta de comunicação remota, tanto para reuniões quanto para operação remota de sistemas.

HORÁRIOS DE TRABALHO

Por trabalhar em casa, algumas pessoas tendem a flexibilizar os seus horários de acordo com a sua conveniência. Isto é possível, mas dentro de alguns limites, pois a equipe precisa interagir. Deve ser negociado uma faixa de horário onde toda a equipe (ou pelo menos a maioria) trabalhe conjuntamente, pois isto agiliza soluções e permite a interação do grupo.

CUIDADOS COM A LEGISLAÇÃO TRABALHISTA

A legislação trabalhista brasileira já tem uma lei específica que regulamenta o teletrabalho. Trata-se da Lei 13.467/17, onde são especificados os princípios que devem nortear a relação de teletrabalho. Durante a pandemia, houve um certo “relaxamento informal” da observância desta lei, devido à necessidade de isolamento social, mas não devemos negligenciar a sua aplicação, sob o risco de geração de ações junto à Justiça do Trabalho.

CUSTOS

Num primeiro momento, a euforia é grande quanto à redução dos custos tanto para o contratante quanto para o contratado. De fato, isto tende a ser verdade, pela redução de uso de transportes, aluguéis, manutenções prediais, alimentação, etc. Contudo, tem cenários que isto pode não se dar. Supondo uma relação regida pela CLT, a aplicação da Lei 13.467/17 pode implicar em elevação de custos, dependendo da quantidade de pessoas e do valor necessário para implantar e custear o consumo de diversas instalações residenciais. O artigo 75-D cita que “As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do trabalho remoto, bem como ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado, serão previstas em contrato escrito”.  É imprescindível uma negociação que seja conveniente às partes envolvidas.

MOTIVAÇÃO e DISCIPLINA

Considero estes fatores os grandes benefícios do home-office. As pessoas que optam pelo seu uso, sentem-se mais motivadas na execução de suas tarefas e, consequentemente, tendem a desenvolver o senso de autodisciplina. Motivação e disciplina são quase exigências naturais para que os projetos e tarefas sejam executados nos prazos e padrões negociados em um ambiente de teletrabalho (ou home-office).

Sabemos que ainda temos muito a ajustar nas relações do teletrabalho. Sempre haverá funções que exigem o trabalho presencial, mas a maioria das empresas e instituições têm funções que podem ser desempenhadas à distância. Desconsiderar esta verdade não é negar o futuro, é não enxergar o presente.

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2 Comentários
  • leoman moutinho
    25/05/2021 at 09:30

    Excelente material para orientação de todos, didático, linguagem amigável, muito útil.
    Leoman

  • Williams Leite
    26/05/2021 at 11:51

    Antes da pandemia alguns empregadores achavam que o trabalho home-office era uma porta de entrada para o comodismo (enrolação) do colaborador, que na minha opinião era um pensamento de gestores e patrões que não confiavam na ética e profissionalismo de seus colaboradores, pois a obrigatoriedade de se manter um distanciamento social acelerou a introdução de um novo regime de trabalho, que mais cedo ou mais tarde teria que acontecer, principalmente para área de tecnologia, regime esse que veio para ficar, palavras não ditas por mim, mas por grandes corporações. Creio que ambos lados só tem a ganhar, desde que o profissional seja ético e responsável.

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