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Definição de bem-estar

Definição de bem-estar

Tradicionalmente, o conceito de bem-estar está relacionado à ausência de doença ou à ausência de experiências negativas. Na literatura da Psicologia Organizacional, bem-estar tem sido relacionado à ausência de estresse ocupacional, burnout, depressão, esgotamento e outros construtos correlatos (ESTRAMIANA, 1992; KAHN; BYOSIERE, 1992; MASLACH; JACKSON, 1986; TAMAYO; TRÓCCOLI, 2002). As experiências negativas do trabalhador compõem a relação entre homem e trabalho e são fundamentais para a compreensão da identidade e da saúde do indivíduo. Autores diversos têm apontado o quanto patologias e sintomas físicos e mentais podem ser decorrentes de condições e organização do trabalho (ESTRAMIANA, 1992). A ausência de experiências negativas, por sua vez, não indica, necessariamente, a presença de experiências positivas (ALBUQUERQUE; TRÓCCOLI, 2004; WATSON; CLARK; TELLEGEN, 1988). É possível ter felicidade no trabalho? Que variáveis pessoais e organizacionais influenciam a felicidade e outras experiências positivas? Há necessidade de se investigar o bem-estar a partir da vivência de experiências positivas dos indivíduos.

Em geral, quando se fala em saúde, bem-estar e qualidade de vida no trabalho, não há uma clara distinção na definição desses termos e cada um deles é usado para explicar ou para definir o outro (FERREIRA et al., 2008). Na literatura científica, bem-estar e felicidade são, muitas vezes, usados como sinônimos. Apesar de os autores da Psicologia evitarem falar em felicidade e adotarem termos mais acadêmicos, como afeto e bem-estar, a tendência atual consiste em enfatizar as experiências positivas do sujeito (PASCHOAL, 2008; WARR, 2007).

O bem-estar no trabalho é um conjunto de estratégias e ações adotadas para criar um ambiente de trabalho harmônico ao colaborador. Assim, é possível motivar os funcionários e engajá-los com suas tarefas diárias, além de garantir saúde e segurança no ambiente laboral.

É preciso que os colaboradores se sintam reconhecidos pela empresa e consigam visualizar oportunidades efetivas de crescimento e novos desafios para que mantenham seu interesse pelo trabalho.

Quando a empresa demonstra preocupação pelo bem-estar dos colaboradores, consegue ficar à frente de suas concorrentes. Trata-se de um diferencial relevante para atrair talentos para a organização.

Importância da qualidade de vida no trabalho nas organizações
contemporâneas:

Atualmente, cada vez mais empresas estão repensando e reestruturando os pacotes de benefícios e desenvolvimento dos colaboradores, procurando desenvolver programas e ações que promovam o bem-estar dentro do ambiente de trabalho.

Em uma pesquisa, “Tendências Globais de Capital Humano de 2018 — A ascensão da empresa social”, 43% das empresas disseram que programas para otimizar a qualidade de vida reforçam a missão e os valores empresariais, 60% acreditam que tais práticas ajudam na retenção dos funcionários, e 61% disseram que ocorre a melhoria da produtividade e dos resultados financeiros.
As organizações, em geral, estão se reposicionando, estimuladas por novas demandas, automação e tecnologia. Além de contribuir para o aumento da produtividade, o bem-estar no trabalho é uma tendência mundial e que confere maior competitividade às organizações que aplicarem suas práticas antes dos concorrentes.

Principais problemas no ambiente de trabalho:

Estresse
Um ambiente de trabalho altamente estressante pode causar não só problemas de saúde, mas também levar a erros na execução das tarefas. Esses problemas só pioram quando os colaboradores se sentem pressionados pela competição, pulando férias ou trabalhando doentes.
Nesse tipo de ambiente, é comum as pessoas entrarem em um estado de fadiga, o que reduz a qualidade do trabalho realizado. O reflexo disso para a empresa vai desde o desperdício de recursos até uma taxa alta de rotatividade em suas equipes.

Barulho
Ainda que você se acostume a ele, o barulho no ambiente de trabalho é um estímulo constante. E seu organismo continua reagindo. Alguns dos sintomas mais comuns que ele causa são dores de cabeça e irritabilidade.

Mais impressionante ainda é a relação entre a exposição prolongada a ambientes barulhentos e um maior risco de doenças cardíacas. O ruído ainda prejudica a concentração, impactando diretamente na produtividade dos colaboradores.

Qualidade do ar
É comum entrar em shoppings e prédios comerciais e começar a sentir os olhos secos, a garganta arranhando e o nariz entupido. Esse problema é tão comum que ganhou até um nome: síndrome do edifício doente.
Essa condição acontece quando não há uma ventilação adequada no ambiente. Os níveis de ácaro aumentam, e a qualidade do ar diminui. O resultado é o comprometimento da saúde dos trabalhadores.

Ergonomia
As dores nas costas são uma das queixas mais comuns relativas à ergonomia do ambiente de trabalho. A causa mais comum para o desconforto são cadeiras inadequadas e pouco confortáveis.
Mas o problema também pode estar na altura da mesa, na posição do teclado do computador, na falta de apoio para os pés e em outras questões do local de trabalho. Desconfortável e com dores pelo corpo, o colaborador não conseguirá manter sua produtividade.

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